Dizem-me muitas vezes: “Pilates é tão difícil. Tem que se pensar em tanta coisa ao mesmo tempo. Sinto que nunca vou conseguir fazer os exercícios correctamente.”   A sensação pode ser esmagadora no início, mas o Pilates tem 2 óptimas coisas a seu favor:  
  • Vou aperfeiçoando à medida que vou praticando, não preciso de fazer os exercícios com total correção logo desde a primeira aula, para ter os benefícios tão desejados;
  • Quanto mais praticar mais evoluo, mais fácil se torna e consigo concentrar-me melhor nos pormenores;
 

São os pormenores que fazem a diferença.

    É a forma como eu penso em cada detalhe de cada exercício que me permitirá evoluir. É essa atenção ao pormenor que me ajuda a aumentar a consciência corporal, que me permite automatizar cada gesto. Quanto mais automático for o gesto, melhor se torna a execução e isso vai permitir-me pensar noutros pormenores.   É importante, portanto, que a concentração seja absoluta durante a aula. O que faço com cada parte do meu corpo, qual a direção que quero impulsionar, onde quero contrair e onde quero relaxar, em que fase do exercício devo inspirar e quando devo expirar.   Nas primeiras aulas, não costumo dar muita importância à respiração. Quero que a pessoa comece a conhecer os exercícios e se torne mais autónoma antes de integrar a respiração nos exercícios. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo é uma tarefa impossível, tenho que me concentrar numa coisa de cada vez.  

Foco e centro 

  Todos os exercícios em Pilates têm como principal foco o centro (ou core), a musculatura abdominal, o diafragma, o pavilhão pélvico e os glúteos. Sim, os glúteos também fazem parte do core, se não pensamos neles, os exercícios ficam comprometidos. É do centro para as extremidades que todo o trabalho se desenvolve e é também neste sentido que eu tenho que me focar.   Atenção ao pormenor   Tenho as curvaturas da minha coluna suavizadas? Tenho os ombros alinhados? E a bacia? Como Joseph Pilates costumava dizer: keep the box square. Box é o tronco, a zona que começa nos ombros e acaba na bacia. É fundamental que o meu foco esteja em primeiro lugar nesta zona. A partir daí penso nos braços e nas pernas e por fim nas mãos e nos pés. Não quero dizer com isto que existem partes do corpo mais importantes do que outras, isso não é verdade, o corpo funciona como um todo e todas as partes são interdependentes. Mas é impossível pensar em tudo ao mesmo tempo, por isso tenho que segmentar.   Seja um aluno mais avançado ou esteja a começar agora lembre-se que a concentração é importante. Escolha um ou dois pormenores em cada exercício ou em cada aula e parta daí. Melhore a sua prática a cada aula e a cada exercício!   Texto da autoria do professor de Pilates Bruno Rodrigues

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