Quando a maior parte das pessoas pensa num Osteopata, associa o termo automaticamente a ossos, articulações e músculos. O que muita gente não sabe é que a Osteopatia também aborda outros sistemas para além do músculo-esquelético.

O ramo da Osteopatia que aborda os órgãos é denominado “Osteopatia Visceral”. Este foca-se em aspectos como a mobilidade das articulações viscerais (liberdade do “deslizamento” entre os órgãos adjacentes) ou a suspensão dos mesmos (ligamentos).

Por vezes, temos determinadas dores de costas, por exemplo, a que associamos um aumento de tensão muscular. Certos tratamentos, como massagens, aliviam as dores, mas mais cedo ou mais tarde estas dores regressam. “Deve ser da postura ao computador”, pensamos nós. E pode efectivamente ser a resposta correcta inúmeras vezes, no entanto, as dores também podem ter origem num problema de órgãos, como o estômago. Este problema poderia manifestar-se através de azia ou do refluxo gastroesofágico, entre outros possíveis sintomas e no entanto, ninguém se lembra que pode haver uma relação entre os dois problemas. Neste caso específico, a Osteopatia não só pode ajudar no alívio e diminuição dos sintomas, bem como actuar na prevenção do aparecimento de patologias mais graves, como neoplasias no esófago, uma vez que a passagem de ácido gástrico do estômago para o esófago pode levar à irritação do tecido epitelial e consequente danificação deste.

 

Osteopatia e o trânsito intestinal

Outro exemplo da actuação da Osteopatia sobre as vísceras é justamente em problemas intestinais, como a obstipação (mais conhecida como prisão de ventre).
Problemas intestinais aparecem muitas vezes associados a dores na região lombar.
Através da actuação do osteopata, é possível estimular os movimentos peristálticos dos intestinos (movimentos de contração ao longo dos intestinos, com o propósito de empurrar a matéria fecal), levando assim à melhoria do funcionamento intestinal que, por consequência, provoca um aumento da qualidade de vida das pessoas.

Espero ter ajudado a responder a algumas questões que – muito possivelmente – ainda nem sabia que existiam! E que tal vir experimentar o que podemos fazer pelo seu bem estar?

 

Texto do Osteopata Daniel Fischer 

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